Atualizado · Maio 2026

Calculadora de Juros Compostos

Veja quanto seu dinheiro rende com aportes mensais. Compare Selic, CDI e poupança com parâmetros de referência de 2026. Resultado estimativo. Sem cadastro.

Simule seu rendimento

R$
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Resultado em 120 meses

0,8735% ao mês
Montante final
R$ 108.134,59
Total investido
R$ 61.000,00
Total em juros
R$ 47.134,59
Evolução do patrimônio
Aportado Montante

O que são juros compostos

Juros compostos são juros que incidem sobre o valor inicial e sobre os juros já acumulados. É o que Einstein supostamente chamou de "oitava maravilha do mundo". Diferente dos juros simples, em que o rendimento é sempre calculado sobre o capital inicial, no regime composto cada novo período rende sobre um saldo cada vez maior — daí o crescimento exponencial.

Na prática, é o regime usado em quase todas as aplicações brasileiras: Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA, fundos de renda fixa, poupança. Também é o regime de quase todas as dívidas: cartão de crédito, cheque especial, financiamentos, empréstimos pessoais. Por isso entender juros compostos é o conceito mais importante de finanças pessoais.

Como calcular juros compostos

A fórmula básica é: M = C × (1 + i)n, onde M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa de juros do período e n é o número de períodos. Quando há aportes mensais constantes (PMT), a fórmula vira: M = C × (1 + i)n + PMT × [((1 + i)n − 1) / i]. É essa fórmula que a calculadora acima usa.

Atenção a uma armadilha comum: nem toda taxa anual de 12% equivale a 1% ao mês. Para converter taxa anual em mensal no regime composto, use (1 + ianual)1/12 − 1. Uma taxa de 12% ao ano equivale a aproximadamente 0,949% ao mês — e não 1%.

Juros simples vs juros compostos

R$ 10.000 aplicados a 10% ao ano por 30 anos rendem coisas muito diferentes nos dois regimes. Em juros simples, o resultado é R$ 40.000 (R$ 10 mil iniciais + R$ 30 mil de juros, R$ 1.000 por ano). Em juros compostos, é R$ 174.494 — mais que 4 vezes mais. Esse é o efeito do tempo somado ao reinvestimento dos juros.

Por isso começar cedo importa muito mais do que aportar muito. Quem investe R$ 200/mês dos 25 aos 65 anos, a 10% ao ano, chega com R$ 1,26 milhão. Quem começa aos 45 e aporta R$ 800/mês até os 65 chega com R$ 547 mil — quatro vezes mais aporte mensal, metade do patrimônio final.

Quanto rende R$ 1.000 por mês em 10 anos

Considerando aporte mensal de R$ 1.000 durante 120 meses, com taxas líquidas de imposto aproximadas:

  • Poupança (~7% a.a.): aporta R$ 120 mil, termina com ~R$ 173 mil
  • Tesouro Selic (~9% a.a. líquido): aporta R$ 120 mil, termina com ~R$ 195 mil
  • CDB 100% CDI (~9% a.a. líquido): similar ao Tesouro Selic
  • CDB 110% CDI (~10% a.a. líquido): ~R$ 207 mil

A diferença entre poupança e CDB 110% CDI no exemplo acima é de R$ 34 mil — para o mesmo esforço de aporte. Isso é o custo de não escolher o produto certo.

Perguntas frequentes

Por que a poupança rende menos do que o CDI?

Pela regra atual, quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende fixos 6,17% ao ano + TR. Já o CDI acompanha a Selic de perto (Selic − 0,1 p.p. em média). Com Selic em 11%, isso dá uma diferença de cerca de 4 pontos percentuais ao ano — que viram dezenas de milhares ao longo de uma década.

Os juros compostos servem só para investimento?

Não — funcionam igual em dívidas, mas a seu favor virando contra você. O cartão de crédito é o exemplo clássico: 14% ao mês compostos viram mais de 380% ao ano. Por isso quitar dívida cara rende mais do que qualquer investimento legal disponível.

Como considerar inflação nos cálculos?

A calculadora acima usa taxa nominal. Para taxa real (descontada a inflação), use a fórmula r = (1 + nominal) / (1 + inflação) − 1. Com taxa nominal de 11% e inflação de 4%, a taxa real é cerca de 6,7% ao ano. Para metas de longo prazo (aposentadoria, casa própria), pensar em taxa real evita ilusões.

Como o cálculo é feito

A calculadora usa a fórmula de montante com aportes periódicos no regime de juros compostos: M = C × (1 + i)n + PMT × [((1 + i)n − 1) / i], onde M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa mensal, n é o número de meses e PMT é o aporte mensal. Quando há apenas capital inicial sem aportes, a fórmula simplifica para M = C × (1 + i)n.

A taxa anual é convertida para mensal pela fórmula equivalente composta: i_mensal = (1 + i_anual)1/12 − 1. Uma taxa de 12% ao ano equivale a aproximadamente 0,949% ao mês — não 1%. Essa diferença parece pequena mas se acumula significativamente em prazos longos.

A calculadora opera sobre taxas nominais brutas — os resultados não descontam automaticamente Imposto de Renda sobre os rendimentos nem inflação. Para investimentos como Tesouro Direto e CDB, o IR sobre o lucro é regressivo (22,5% até 180 dias, chegando a 15% acima de 720 dias). Para comparações de longo prazo, considere usar a taxa líquida informada manualmente.

Exemplo prático

Imagine alguém de 30 anos que começa a investir R$ 500 por mês num CDB a 11% ao ano (taxa nominal próxima da Selic em 2026), com capital inicial de R$ 5.000, por 20 anos.

Total aportado
R$ 125 mil
R$ 5k inicial + 240 × R$ 500
Total em juros
≈ R$ 327 mil
efeito dos juros compostos
Montante final
≈ R$ 452 mil
bruto, sem descontar IR

O mesmo investimento na poupança (~7% ao ano) geraria um montante final de aproximadamente R$ 272 mil — R$ 180 mil a menos, para o mesmo esforço de aporte ao longo de 20 anos.

Limitações desta simulação

  • Os resultados são estimativas com taxa nominal constante. Taxas de investimentos reais variam ao longo do tempo conforme política monetária do Banco Central.
  • O Imposto de Renda sobre rendimentos (15% a 22,5%, dependendo do prazo) não é descontado automaticamente. Para ver o valor líquido, informe a taxa já deduzida de IR.
  • A inflação não é considerada. Uma taxa de 11% ao ano com inflação de 4,5% representa uma taxa real de aproximadamente 6,2% — bem diferente do valor nominal.
  • Investimentos em renda variável (ações, FIIs, criptoativos) têm retorno imprevisível e não podem ser simulados por esta calculadora de forma confiável.

Quando vale a pena consultar um profissional

Para objetivos de médio prazo e valores mais simples — reserva de emergência, guardar para uma viagem, acumular entrada de imóvel — a calculadora resolve bem. Mas para planejamento patrimonial de longo prazo, a consulta a um profissional faz diferença: combinação de renda fixa e variável, diversificação entre produtos (Tesouro, CDB, LCI, previdência privada), e otimização fiscal entre produtos com e sem IR.

Planejadores financeiros certificados (CFP) são profissionais habilitados pela Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros) para assessorar nesse tipo de decisão. Corretoras de investimentos também oferecem assessoria gratuita para clientes — o incentivo deles é manter você investindo, o que geralmente alinha interesses.

Fontes, metodologia e limites da simulação

Metodologia

Como esta simulação é construída

  • ·O cálculo usa a fórmula de montante com aportes periódicos em regime de juros compostos.
  • ·A taxa anual é convertida para mensal pela fórmula equivalente composta: i_mensal = (1 + i_anual)^(1/12) − 1.
  • ·Aportes mensais são somados conforme preenchimento do usuário.
  • ·As comparações com CDI, Selic e poupança são didáticas e usam parâmetros de referência declarados — as taxas praticadas variam conforme a política monetária.
  • ·Não são descontados automaticamente: IR sobre rendimentos, IOF, inflação, taxas de administração ou custos de corretagem.
  • ·Esta calculadora não é recomendação de investimento.
Fontes consultadas
  • Banco Central do BrasilBase regulatória para taxas de juros, operações de crédito e política monetária (Selic, CDI). https://www.bcb.gov.br
  • Receita Federal do BrasilBase regulatória para tabelas de IRRF, alíquotas progressivas e regras tributárias. https://www.gov.br/receitafederal

As fontes listadas servem para consulta e conferência. As simulações usam premissas declaradas no próprio site e podem não refletir propostas comerciais atualizadas.

Responsável pelo conteúdo

Conteúdo mantido por Marcelo Ribeiro, desenvolvedor de software e mantenedor do simulabr. Responsável pela implementação das calculadoras, organização das fórmulas e revisão editorial do conteúdo técnico.

Contato: contato@simulabr.com.br

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